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A VERDADE SOBRE O DÍZIMO

Malaquias 3.10    Pr. Marcelo Aguiar    16/07/2017

INTRODUÇÃO

A doutrina do dízimo é bem enfatizada nas Escrituras. No Velho Testamento, a palavra hebraica para dízimo, “maaser”, aparece 39 vezes. Já no Novo Testamento temos o termo grego “dekaté”, que aparece 6 vezes.

O dízimo é bíblico!

Ouvimos muitas opiniões sobre o dízimo, e algumas dessas opiniões são bem diferentes. Se quisermos ser esclarecidos a respeito, teremos que ir à Palavra de Deus. Por meio dela, podemos conhecer a verdade sobre o dízimo.

 

1) O QUE É O DÍZIMO?

O dízimo é a décima parte daquilo que recebemos, devolvida a Deus em ato de culto na sua casa, a fim de que a casa do Senhor possa ser sustentada e a obra do Senhor possa se expandir.

Na primeira metade de Malaquias 3.10 lemos: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa”. O texto nos diz o que devemos trazer (“todos os dízimos”), onde devemos trazer (“à casa do tesouro”) e para que devemos trazer (“para que haja mantimento na minha casa”).

 

2) O DÍZIMO É UMA QUESTÃO DE CULTO

Não pagamos o dízimo: ele não é a mensalidade de um clube ou a prestação de uma bicicleta! Adoramos com o dízimo. Por meio dele louvamos ao Senhor. Desde o início, homens e mulheres de Deus entenderam que dizimar era uma forma sublime de prestar adoração.

Segundo a Bíblia, o primeiro a dizimar foi Abraão, o Pai da Fé, o Amigo de Deus. A Escritura diz que “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou a Abrão, dizendo: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14.18-20). Anos mais tarde, seu neto, Jacó, seguiria seu exemplo: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus, e de tudo quanto me deres, certamente de darei o dízimo” (Gênesis 28.20-22).

Vemos, portanto, que o dízimo é anterior à própria lei.

 

3) O DÍZIMO É UMA QUESTÃO DE OBEDIÊNCIA

Aquilo que foi praticado espontaneamente pelos patriarcas, segundo orientação do Espírito Santo, foi, mais tarde, regulamentado na lei de Moisés. Está escrito: “Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertence ao Senhor… quanto a todo dízimo do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara, esse dízimo será santo ao Senhor” (Levítico 27.30,32).

Passamos a ter, então, um mandamento bíblico a respeito do dízimo. Se não formos dizimistas, estaremos desobedecendo a esse mandamento.

O Senhor Jesus, falando aos líderes religiosos da sua época, declarou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mateus 23.23). Embora dizendo que a ordem de valores dos escribas e fariseus estava equivocada, Cristo deixou claro que a prática do dízimo não deveria ser negligenciada.

 

4) O DÍZIMO É UMA QUESTÃO DE GRATIDÃO

Quando dizimamos, estamos reconhecendo que tudo o que temos vem de Deus, e agradecendo a ele por suas bênçãos. Afinal, o que temos que não tenhamos recebido?

Quando Davi e os israelitas trouxeram ofertas para a construção do templo, ele disse a Deus: “Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos” (1 Crônicas 29.14). Que belo pensamento, característico de um espírito agradecido, daquele que ficou conhecido como “o homem segundo o coração de Deus”!

Eu posso dizer que sou grato a Deus, mas… quando entrego o dízimo, eu demonstro issso!

 

5) O DÍZIMO É UMA QUESTÃO DE FÉ

Alguns não entregam o dízimo porque temem não ter o suficiente para ser dizimistas. “O dinheiro vai fazer falta, eu não terei como pagar minhas despesas”, dizem para si mesmos. Entretanto, o Senhor garante que podemos fazer prova dele: nada irá nos faltar.

Na segunda metade de Malaquias 3.10 lemos: “E depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança”.

Não precisamos ter medo. O Senhor não deixará que nada nos falte.

Dizimar é um ato de fé.

Eu posso dizer que sou grato a Deus, mas… quando eu entrego o dízimo, eu demonstro isso!

 

6) O DÍZIMO É UMA QUESTÃO DE AMOR

Pregando o Sermão da Montanha, Jesus afirmou: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.21). Não há muita coerência naquele que diz amar a Deus e, porém, se recusa a contribuir financeiramente para a sua obra.

Deus nos mostrou onde o coração dele estava, quando enviou o seu maior tesouro – seu Filho, Jesus Cristo – para morrer em uma cruz a fim de trazer-nos salvação! E quanto a nós? Onde está o nosso coração? Onde está o nosso amor?

Dizimar é um gesto de amor a Deus!

 

7) O QUE ACONTECERÁ SE EU NÃO ENTREGAR O DÍZIMO?

Todas as ordenanças de Deus são dadas para o nosso bem, e não para o bem dele próprio. Se não fizermos o que ele diz, coisas ruins poderão suceder, ou coisas boas poderão deixar de acontecer. Isso se aplica à doutrina do dízimo. Se eu não for um dizimista fiel, bênçãos serão perdidas na vida da minha igreja, na vida das pessoas necessitadas e na minha própria vida.

Vejamos, por exemplo, o que aconteceu na época de Neemias: “Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo. Então, contendi com os magistrados, e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores, e os restaurei no seu posto. Então, todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite” (Neemias 13.10-12).

Outro exemplo encontramos no livro do profeta Ageu. Ali o Senhor descreve o que estava acontecendo com o povo, o qual havia negligenciado o templo. Ele diz: “Esperaste o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto corre cada um de vós à sua própria casa. Por isso, os céus por cima de vós retêm o orvalho, e a terra retém os seus frutos” (Ageu 1.9,10).

 

8) O QUE ACONTECERÁ SE EU FOR UM DIZIMISTA FIEL?

Muitas coisas boas decorrerão do fato de eu assumir o compromisso de ser um dizimista. Em primeiro lugar, alegrarei o coração de Deus (qual é o pai que não se alegra ao ver que o filho lhe obedece, lhe ama, é grato e confia nele?). Em segundo lugar, contribuirei para o sustento e a expansão da obra do Senhor (é com o recurso do dízimo que a igreja paga as despesas, faz missões, financia projetos sociais, etc). Em terceiro lugar, crescerei em várias áreas de minha vida (não apenas no aspecto financeiro, mas também no aspecto espiritual, emocional, organizacional, etc). E, finalmente, darei o testemunho de um crente fiel.

Voltando ao capítulo 3 de Malaquias, lemos: “Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra, nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos” (Malaquias 3.11,12).

Aleluia!

“Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mateus 25.21).

 

CONCLUSÃO

Saber, crer e praticar a verdade sobre o dízimo: apenas coisas boas poderão advir disso!

Vamos assumir esse compromisso hoje mesmo com o Deus Todo-Poderoso!

Porque o Senhor é digno, TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS!

 

Pastor Marcelo Aguiar

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