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Caindo na Graça

Atos 2.46,47    Pr. Marcelo Aguiar   

 

 

INTRODUÇÃO

O Livro de Atos nos apresenta a uma Igreja vibrante. Até hoje, as igrejas tentam se espelhar naquela comunidade de cristãos primitivos.

Uma das belas coisas ditas sobre a Igreja de Jerusalém é que ela “caía na graça de todo o povo”. Outras traduções dizem: “O povo da cidade apreciava o que via”; “a cidade inteira tinha simpatia por eles”.  A Igreja era popular: falavam muito dela, e falavam bem. Os evangélicos “caíam na graça do povo”. Hoje, parece que caem na boca…

Você não gostaria de fazer parte de uma Igreja que caísse na graça da sociedade? Para que isso acontecesse, o que seria preciso? Veja o que havia na Igreja primitiva:

 

1) ADORAÇÃO COMUNITÁRIA

A Bíblia diz que os cristãos, “perseverando unânimes todos os dias no templo”, prosseguiam “louvando a Deus”. Que maravilhosa experiência! Havia tanta gente adorando a Deus – e fazendo isso com tanta sinceridade – que os cultos funcionavam como verdadeiros “ímãs” de pessoas!

Este é o poder do louvor. O salmista declarou que Deus está entronizado sobre os louvores do seu povo (Salmo 22.3). Quando a Igreja adora, a presença do Senhor pode ser sentida. Isso é muito benéfico para os crentes… e também para os visitantes!

Não nos deixemos levar pela mentira de que podemos ser discípulos de Cristo sem participar ativamente de uma Igreja. Quando deixamos de nos congregar, deixamos de ser abençoados… e também de abençoar.

 

2) COMUNHÃO VERDADEIRA

Os crentes de Jerusalém, “partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração”. Que belo testemunho! Na adoração eles mostravam que Jesus havia transformado a dimensão vertical de suas vidas. Na comunhão, eles provavam que essa mudança havia afetado, também, a dimensão horizontal.

Celso foi um romano que, no Século II, escreveu vários textos atacando o cristianismo. Em um de seus escritos, ele declarou: “Como se amam esses cristãos!”. Até os inimigos eram obrigados a reconhecer que os crentes se importavam uns com os outros. Essa era uma das razões pelas quais a Igreja caía na graça do povo.

Será que hoje não caímos na graça da sociedade porque as pessoas nos veem brigando, ao invés de nos verem nos perdoando? Para cair na graça é preciso “descer do pedestal”, “descer do salto”… e amar o irmão!

 

3) PROCLAMAÇÃO OUSADA

O texto bíblico que estamos considerando se encerra com a afirmação de que, em virtude da pregação, “cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”. Que abençoado compromisso! Aquelas pessoas não hesitavam em compartilhar a sua fé. Por isso as conversões eram diárias.

Certa vez, um grupo de missionários chegou a uma tribo que nunca tinha ouvido a pregação do Evangelho. Eles estavam testemunhando há algumas horas quando um velho índio os interrompeu e perguntou: “Quando foi que essas coisas aconteceram?”. “Há mais ou menos uns dois mil anos”, responderam os missionários. “E onde vocês estiveram esse tempo todo?”, concluiu o índio. E quanto a nós? Seremos acusados de omissão?

A Igreja não pode viver para si mesma. Ela precisa sair das quatro paredes e compartilhar a sua fé. Precisa importar-se, realmente, com a vida daqueles que estão ao seu redor. Quando o povo vir que o amamos e nos interessamos por ele, cairemos na sua graça.

 

CONCLUSÃO

Que abençoada era a Igreja primitiva! Por isso ela caía na graça. Através da adoração comunitária, da comunhão verdadeira e da proclamação ousada, conquistava o respeito e a simpatia da sociedade.

Que a nossa Igreja possa também cair na graça, e, fazendo isso, levantar a muitos!

 

Pastor Marcelo Aguiar

As Serpentes da Vida

Celebrando a Esperança Cristã

1 Comentário

  • Quão bom e quão suave e que os irmãos vivam em união.

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