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IGREJA É LUGAR DE FARTURA

Jeremias 31. 10-14    Pastor Marcelo Aguiar -18/09/2016    1

INTRODUÇÃO

A Bíblia usa imagens muito bonitas para se referir à Igreja. Ela é descrita como a Família de Deus, o Corpo de Cristo, a Noiva do Cordeiro, a Casa do Deus Vivo…

A Igreja é uma bênção em nossas vidas. Ela não é impecável, mas é indispensável. Ela é imperfeita, mas necessária. A Igreja é o ambiente propício para exercitarmos nossos dons e talentos, para aprendermos sobre Deus e a sua Palavra, para abençoarmos e sermos abençoados.

A Igreja é lugar de fartura!

1) HÁ FARTURA DE REDENÇÃO

Profetizando a restauração de Israel, Jeremias escreveu: “Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas longínquas terras marítimas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho. Pois o Senhor resgatou Jacó e o livrou da mão do que era mais forte do que ele” (VS. 10,11).

Deus haveria de resgatar os judeus, que naquela época estavam no cativeiro em Babilônia. E ele também resgatou a nós, que fomos redimidos através do sangue de Jesus.

No sangue de Jesus há fartura de redenção. Suas últimas palavras na cruz foram: “Está consumado”. A obra foi completa! No sacrifício do Salvador há provisão suficiente para sermos salvos, perdoados e transformados.

O belo hino “Tudo Fez Jesus” (número 49 do Cantor Cristão) diz em sua letra: “Cristo tudo fez completo, nada por fazer deixou. Vida do mais doce afeto ele para nós comprou. Seu o feito, nosso o gozo; nossa a vida, sua a cruz. Seu o cálice amargoso, nossa a dita que produz”.

Há fartura de redenção para nós! Assim como o povo de Judá, estávamos diante de um inimigo que era mais forte do que nós. Não poderíamos, pelo nosso esforço, derrotar o pecado, o diabo ou a morte. Cristo fez isso. E tudo o que precisamos fazer é recebê-lo pela fé.

Algumas pessoas ou religiões afirmam: “Certo, Cristo fez a parte dele; mas se você quiser ser salvo, terá de fazer a sua parte também”. Esse não é o verdadeiro Evangelho! Não há nada que possamos acrescentar à obra salvadora de Jesus! Ninguém acrescentaria pinceladas à Mona Lisa, ou notas à Nona Sinfonia de Beethoven. Do mesmo modo, não podemos acrescentar nada à obra-prima de Cristo. Tudo o que precisamos fazer é receber a salvação que ele nos oferece gratuitamente. Há fartura de redenção para o povo de Deus!

2) HÁ FARTURA DE PROVISÃO

Jesus veio para dar vida, e vida em abundância. Na Igreja, os remidos do Senhor constatam essa verdade. O Pai cuida dos seus filhos! Os crentes cuidam dos seus irmãos!

Jeremias fala sobre a fartura que o Senhor concede ao seu povo. “E virão e cantarão de júbilo nos altos de Sião, e ficarão radiantes pelos bens do Senhor; pelo trigo, o mosto e o azeite, pelos cordeiros e os bezerros; e a sua vida será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão” (v. 12).

Somos comparados a um celeiro repleto, a uma despensa cheia, a um jardim regado. Recentemente estive em Israel, e o momento mais emocionante da viagem foi uma visita ao Jardim do Túmulo, em Jerusalém. Ali – onde possivelmente se encontra a sepultura do Salvador – pude sentir uma extraordinária paz, e admirar uma incomparável beleza. Deus compara a vida dos seus servos a um jardim assim.

O Senhor não nos deixa passar necessidade. Os irmãos se mobilizam em nosso favor e nos ajudam em momentos de precisão. Igreja é lugar de fartura!

“E saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará dos meus bens, diz o Senhor” (v. 14). O Pai garante a nossa subsistência, mas vai além. Ele nos promete abundância. Concede-nos graças que a prosperidade humana não pode propiciar. O dinheiro pode comprar uma casa, mas não pode comprar um lar. Pode comprar remédios, mas não pode comprar saúde. Pode comprar alarmes, mas não pode comprar segurança. O Senhor disse que nos fartaria com os seus bens. Igreja é lugar de fartura!

3) HÁ FARTURA DE COMUNHÃO

Toda a cena pintada por Jeremias é bela, mas destaca-se a alegria e o congraçamento expressados pelo povo que foi abençoado. “Então, a virgem se alegrará na dança”, diz o texto, “como também os mancebos e os velhos juntamente; porque tornarei o seu pranto em gozo e os consolarei; e lhes darei alegria em lugar de tristeza” (v. 13).

Deus lhe deu alegria em lugar de tristeza? Ele tornou o seu pranto em gozo? Ele consolou você? Então, você tem motivos para adorá-lo! Mas não precisa fazer isso sozinho. Será maravilhoso se você o fizer na Igreja, em companhia dos seus irmãos.

Igreja é lugar de convívio. É onde “os mancebos e os velhos juntamente” louvam ao Senhor. Nem sempre as diferentes faixas etárias gostam das mesmas coisas. Elas podem diferir, por exemplo, na preferência pelos ritmos, instrumentos musicais e volume do som. Entretanto, tais diferenças precisam ser superadas para que toda a família de Deus, unida, exalte o seu Redentor.

Irmãos, precisamos estar juntos! Só assim os mais jovens serão abençoados com a experiência, a sabedoria e a serenidade dos mais velhos. Só assim os mais velhos serão enriquecidos com o idealismo, a energia e a criatividade dos mais novos.

Igreja é lugar de interação, de fartura de comunhão. Não devemos nos isolar. Não devemos competir. O amor que nos une precisa ser mais forte do que as diferenças que nos separam. Porque a Igreja é a Família de Deus, e família é isso: as pessoas estão juntas não porque gostam das mesmas coisas, mas porque gostam umas das outras!

CONCLUSÃO

Igreja é lugar de fartura. Fartura de redenção, de provisão, de comunhão. Não é de admirar que Davi tenha exclamado: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!” (Salmo 122.1).

Também não é de admirar que o diabo faça tanto para nos impedir de estar na Igreja. Porque ele deseja a nossa pobreza, a nossa miséria, a nossa carência, a nossa infelicidade. E Igreja é lugar de fartura.

“Não abandonemos a nossa congregação”, diz a Palavra de Deus (Hebreus 10.25). Esse conselho permanece tão atual quanto na época em que foi escrito. Deus criou a Igreja porque nos ama e deseja o nosso bem.

Há uma história sobre uma senhora idosa que foi ao médico. “A senhora precisa ficar de descanso, sem sair de casa durante três meses”, disse-lhe o doutor. Ela não gostou do que ouviu, e respondeu: “Mas doutor, e como vou ficar três meses sem ir à minha Igreja?”. “A sua Igreja pode muito bem passar sem a senhora”, retrucou o médico, de cara amarrada. Mas a anciã concluiu: “Eu sei que a minha Igreja pode passar sem mim. Eu é que não posso passar sem a minha Igreja!”.

A nossa Igreja é provisão amorosa de Deus para a nossa vida. Ela é uma bênção. Ela é um lugar de fartura.

Amém!

 

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