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TENHO VOCAÇÃO PARA LIDERAR?
31/08/2026O primeiro passo para descobrir sua vocação para a liderança é o autoconhecimento profundo. Segundo Warren Bennis (2007), em seu livro A Formação do Líder, a liderança começa de dentro para fora, exigindo que você entenda seus próprios valores, paixões e limites. Para saber se você tem essa vocação, observe se você sente um desejo genuíno de orientar os outros e de transformar ideias em ações práticas.
O segundo passo é analisar como você interage em grupo e se exerce influência natural. Conforme apontam James Kouzes e Barry Posner (2009) no livro O Desafio da Liderança, liderar não depende de um cargo oficial, mas da capacidade de mobilizar pessoas para um objetivo comum. Pergunte a si mesmo se, nos momentos de dúvida em equipe, as pessoas buscam a sua opinião, se você assume a organização das tarefas de forma natural e se você se sente bem ao guiar os colegas.
O terceiro ponto essencial é avaliar a sua inteligência emocional e a escuta ativa. Para Daniel Goleman (1995), autor de Inteligência Emocional, os melhores líderes possuem alta empatia e sabem lidar com sentimentos próprios e alheios. Descobrir essa vocação significa notar se você consegue ouvir críticas com calma, se se importa de verdade com o bem-estar do grupo e se sabe motivar as pessoas ao seu redor em vez de apenas dar ordens.
O quarto é colocar essa habilidade à prova na prática diária. Peter Drucker (1996), em seus estudos clássicos sobre gestão, defendia que a liderança eficaz se aprende e se valida na ação. Proponha-se a liderar um pequeno projeto no trabalho, na escola ou em um grupo de amigos, e veja como você se sente após o desafio: se a responsabilidade lhe traz energia e vontade de melhorar, é um sinal claro de vocação.
Deus te abençoe!
Sucesso!
Rosangela Selga
CRP 16191
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O que retém o colaborador na empresa?
24/08/2026Reter bons profissionais é um dos grandes desafios das organizações contemporâneas. Embora a remuneração seja um fator importante, ela não é suficiente, por si só, para garantir a permanência de um colaborador. A satisfação com o trabalho, a qualidade do ambiente organizacional e a percepção de valorização também influenciam diretamente a decisão de permanecer ou buscar novas oportunidades. Tett e Meyer (1993), em uma ampla meta-análise, identificaram relações importantes entre satisfação no trabalho, comprometimento organizacional, intenção de saída e turnover.
Outro aspecto fundamental é o sentimento de pertencimento. O colaborador tende a permanecer quando percebe que faz parte de algo maior, possui boas relações com colegas e líderes e identifica sentido em sua atividade profissional.
As oportunidades de crescimento também exercem papel importante. Profissionais querem perceber que existe espaço para aprender, desenvolver competências, assumir novos desafios e construir uma trajetória dentro da empresa.
Portanto, o que realmente retém um colaborador é a combinação de fatores:
Remuneração justa, respeito, reconhecimento, boas relações, liderança de qualidade, possibilidade de crescimento e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
A literatura contemporânea reforça que compreender por que as pessoas permanecem é tão importante quanto compreender por que elas saem. Hom e Kiazad (2025) destacam, inclusive, a relevância do conceito de job embeddedness (o grau em que o profissional está conectado ao trabalho e à organização) para explicar por que determinados colaboradores escolhem permanecer!
Deus te abençoe!
Sucesso!!
Rosangela Selga
Psicóloga
CRP 16191
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Vida social X Trabalho
17/08/2026A vida social do colaborador pode influenciar diretamente seu bem-estar, motivação e desempenho no trabalho. Questões familiares, amizades, lazer e tempo de descanso fazem parte da vida do indivíduo e podem refletir em sua concentração, produtividade e relacionamento com colegas. Para a OECD (2024), o equilíbrio entre trabalho, vida familiar, lazer e outras atividades é importante para o bem-estar dos trabalhadores.
Quando o trabalho ocupa espaço excessivo na vida pessoal, podem surgir cansaço, estresse, irritabilidade e queda de desempenho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2023), jornadas extensas estão associadas a dificuldades de conciliação entre vida profissional e pessoal, enquanto maior flexibilidade pode favorecer o bem-estar.
Esse cenário apresenta diferenças entre os países. Na Europa, políticas de férias, licenças e flexibilidade são mais presentes, enquanto em algumas culturas asiáticas ainda existe forte valorização de longas jornadas.
A OIT (2023) destaca que o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal continua sendo um desafio mundial.
Por isso, as empresas precisam compreender que o colaborador é um ser integral. Respeitar seus momentos de descanso, incentivar relações sociais saudáveis e oferecer, quando possível, flexibilidade não representa apenas cuidado, mas também uma estratégia para promover satisfação, produtividade e qualidade de vida no trabalho.
Deus te abençoe!
Sucesso!Rosangela Selga
Psicóloga CRP 16191

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TRANSIÇÃO DE CARREIRA: QUANDO DEVO MUDAR?
10/08/2026A transição de carreira deve ser considerada quando o trabalho deixa de proporcionar crescimento, satisfação e propósito.
Sentimentos frequentes de desmotivação, estagnação ou desalinhamento entre os valores pessoais e a função exercida são sinais de que é hora de refletir sobre novos caminhos.
Segundo Dutra (2017), o planejamento de carreira é um processo contínuo, no qual o profissional deve assumir o protagonismo de suas escolhas.
Outro fator importante é perceber se suas competências e talentos estão sendo aproveitados. Permanecer em um ambiente que não oferece oportunidades de desenvolvimento pode comprometer o desempenho e a realização profissional.
A carreira moderna exige capacidade de adaptação, aprendizado contínuo e decisões alinhadas aos objetivos pessoais.
Fazer uma transição de carreira não significa recomeçar do zero, mas utilizar a experiência adquirida para construir uma nova trajetória.
De acordo com Savickas (2013), desenvolver a adaptabilidade é fundamental para enfrentar mudanças e transformar desafios em oportunidades de crescimento profissional.
E você já pensou em se desenvolver em outras áreas ou mesmo na sua própria, mas em um segmento diferente?
Deus te abençoe!
Sucesso!Rosangela Selga
Psicóloga/CRP 16191

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Como me comportar quando vou receber feedback do meu líder?
03/08/2026Receber um feedback do gestor é uma oportunidade valiosa de desenvolvimento profissional. Embora seja natural sentir certa ansiedade antes da conversa, é importante compreender que o feedback tem como principal objetivo promover o aprendizado, aperfeiçoar competências e fortalecer o desempenho.
Encarar esse momento com maturidade demonstra comprometimento com o próprio crescimento e com os resultados da equipe.
Durante a conversa, a postura mais adequada é ouvir atentamente, sem interrupções ou justificativas precipitadas. A escuta ativa permite compreender a percepção do gestor e identificar oportunidades de melhoria.
Demonstre profissionalismo, respeito e disposição para evoluir.
Outro aspecto importante é separar a crítica ao comportamento ou ao desempenho da percepção sobre o valor pessoal. O feedback não deve ser interpretado como um ataque, mas como uma ferramenta de desenvolvimento.
Da mesma forma que os elogios reforçam boas práticas, as observações sobre pontos de melhoria contribuem para ampliar competências, corrigir rotas e fortalecer o desempenho profissional. Profissionais que acolhem o feedback com equilíbrio tendem a construir relações de maior confiança com suas lideranças e colegas.
Receber feedback de forma positiva é uma competência cada vez mais valorizada nas organizações, pois revela abertura ao desenvolvimento, inteligência emocional e disposição para crescer profissionalmente.
Deus te abençoe!
Sucesso!
Rosangela Selga
Psicóloga
CRP 16191
