-
Por que a maioria das pessoas está preferindo viver sozinhas?
24/06/2026Se antigamente o sonho de muita gente era encontrar sua “alma gêmea”, hoje parece que muitas pessoas encontraram algo ainda mais raro: a paz de ter o controle remoto só para si! Morar sozinho deixou de ser visto como sinônimo de solidão e passou a representar independência, autonomia e liberdade para organizar a vida do próprio jeito.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações contemporâneas tornaram-se mais fluidas e flexíveis, fazendo com que muitas pessoas valorizem sua individualidade e seus projetos pessoais antes de assumirem compromissos duradouros (Bauman, 2004).
Outro fator importante é que as pessoas estão se casando mais tarde ou, em alguns casos, optando por não casar. Estudos demográficos mostram um crescimento constante dos domicílios unipessoais em diversos países, impulsionado por mudanças culturais, econômicas e sociais (Klinenberg, 2012).
A tecnologia também tem sua parcela de responsabilidade nessa história. Antigamente, quem morava sozinho corria o risco de passar o fim de semana, sem muitas opções. Hoje, basta um clique para falar com amigos, familiares ou participar de comunidades virtuais. Segundo pesquisas sobre comportamento social, a conectividade digital permite que muitas pessoas mantenham redes de apoio sem necessariamente compartilhar o mesmo teto com alguém (Turkle, 2011).
Viver sozinho também pode representar uma busca por bem-estar e qualidade de vida. Depois de um dia cansativo, muitas pessoas apreciam chegar em casa e encontrar exatamente tudo onde deixaram.
Embora a convivência seja fundamental para a saúde emocional, especialistas destacam que a satisfação com a própria companhia e a autonomia são fatores importantes para o bem-estar psicológico (Klinenberg, 2012
Pesquisas científicas demonstram que manter amizades e relações sociais saudáveis contribui significativamente para a saúde mental e o bem-estar emocional. Amigos oferecem apoio nos momentos difíceis, compartilham alegrias e ajudam a reduzir sentimentos de estresse, ansiedade e solidão. Além disso, pessoas com fortes vínculos sociais tendem a apresentar maior satisfação com a vida e melhor capacidade de enfrentar desafios cotidianos. Como dizem por aí, um bom amigo pode não resolver todos os problemas, mas certamente ajuda na caminhada.
Estudos indicam que a qualidade das relações interpessoais está diretamente associada à felicidade, à saúde psicológica e até mesmo à longevidade.
E você o que prefere?Deus te abençoe!
Sucesso!Rosangela Selga
Psicóloga
CRP 16191Referências Bibliográficas
- BAUMAN, Z. Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.
- KLINENBERG, E. Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone. New York: Penguin Press, 2012.
- TURKLE, S. Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. New York: Basic Books, 2011.

-
QUEM TEM MAIS CHANCE DE GANHAR O JOGO?
15/06/2026Se a pergunta é quem tem mais chance de ganhar o jogo, a resposta clássica do torcedor é simples: “o meu time, é claro!”. Afinal, antes da bola rolar, a esperança costuma estar mais preparada fisicamente do que os próprios atletas! A confiança do torcedor desafia qualquer estatística e, muitas vezes, parece seguir a lógica descrita por Kahneman (2012), segundo a qual nossas emoções influenciam fortemente nossos julgamentos e previsões.
Por outro lado, os especialistas costumam olhar para fatores como desempenho recente, qualidade do elenco, mando de campo e histórico de confrontos. Nesse momento, entram em cena as estatísticas, que tentam transformar a paixão em números. Como destacam Anderson e Sally (2013), o futebol é um esporte em que os dados ajudam bastante nas previsões, mas continuam incapazes de eliminar completamente as surpresas que fazem o esporte ser tão apaixonante.
Além disso, existe um jogador invisível que sempre entra em campo: a sorte. Uma bola na trave, um escorregão inesperado ou aquele gol aos 48 minutos do segundo tempo podem mudar completamente o resultado. É por isso que Simon Kuper e Stefan Szymanski (2018) argumentam que, embora planejamento e talento sejam fundamentais, o futebol preserva uma dose considerável de imprevisibilidade.
Assim, quem tem mais chance de ganhar? Tecnicamente, o time mais organizado, preparado e eficiente. Mas, na prática, o futebol adora contrariar os especialistas, desafiar as estatísticas!
Afinal, se o resultado fosse totalmente previsível, os torcedores poderiam assistir ao jogo lendo uma planilha e isso seria muito menos divertido do que sofrer, comemorar e discutir o resultado até a próxima rodada!Referências Bibliográficas
ANDERSON, Chris; SALLY, David. Os Números do Jogo: Por que tudo o que Você Sabe sobre Futebol Está Errado. Rio de Janeiro: Paralela, 2013.
KAHNEMAN, Daniel. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

Deus te abençoe
Sucesso!Rosangela Selga
Psicóloga
CRP 16191 -
SE EU FOSSE TÉCNICO (A) DA SELEÇÃO BRASILEIRA…
08/06/2026Se eu fosse Técnico (a) da Seleção Brasileira, a primeira estratégia seria convocar não apenas os jogadores mais talentosos, mas também aqueles que demonstram espírito de equipe, comprometimento e vontade de vestir a camisa do Brasil com orgulho. Afinal, futebol não basta juntar os melhores craques e esperar que tudo dê certo! Uma equipe vencedora precisa de união, respeito e muita sintonia dentro e fora de campo.
Outra estratégia seria investir fortemente no treinamento físico, técnico e emocional dos atletas. Jogos decisivos exigem preparo, concentração e equilíbrio para lidar com a pressão de milhões de torcedores. Promoveria momentos de alegria e descontração: afinal, jogador feliz corre mais, joga melhor e ainda dá menos trabalho para o técnico!
Além disso, eu estudaria cuidadosamente cada adversário. Assistiria aos jogos, analisaria pontos fortes e fracos e prepararia estratégias específicas para cada partida. Conhecimento, planejamento e inteligência tática seriam meus grandes aliados.
E manteria um relacionamento próximo com os jogadores, incentivando a confiança, o diálogo e o respeito mútuo. Uma Seleção forte não é feita apenas de gols e troféus, mas também de pessoas que acreditam umas nas outras.
Bora para o hexa!!!!
Deus te abençoe!
Sucesso!
Rosangela Selga
Psicóloga CRP 1611

-
GRATIDÃO E BOM HUMOR
01/06/2026A ciência tem demonstrado que cultivar a gratidão traz benefícios reais para a saúde emocional, física e social das pessoas. Estudos da Psicologia Positiva apontam que indivíduos gratos tendem a apresentar menores níveis de estresse, ansiedade e sintomas depressivos. Isso acontece porque o cérebro passa a focar mais nas experiências positivas da vida, fortalecendo sentimentos de satisfação, esperança e equilíbrio emocional.
Pessoas que exercitam a gratidão frequentemente relatam melhor qualidade do sono, mais disposição no dia a dia e relacionamentos mais saudáveis.
O bom humor também é considerado um importante aliado da saúde. Pesquisas indicam que rir e manter uma postura mais leve diante da vida ajuda a reduzir a produção de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol, além de estimular a liberação de endorfina e serotonina, substâncias relacionadas ao prazer e ao bem-estar. Pessoas bem-humoradas costumam lidar melhor com dificuldades, possuem maior capacidade de adaptação emocional e tendem a construir ambientes mais positivos ao seu redor, tanto na família quanto no trabalho.
Quando gratidão e bom humor caminham juntos, os impactos podem ser ainda mais positivos
Pessoas gratas e bem-humoradas geralmente inspiram confiança, espalham leveza e conseguem enfrentar os desafios da vida com mais equilíbrio emocional.
Mais do que características de personalidade, a gratidão e o bom humor são atitudes que podem ser desenvolvidas e exercitadas diariamente, promovendo mais saúde, felicidade e qualidade de vida. E, então que tal agradecer e sorrir mais?
Deus te abençoe!
Sucesso!
Rosangela SelgaCRP 16191

-
Educação Financeira: um investimento para a vida toda!
25/05/2026Falar sobre educação financeira pode até parecer assunto sério demais, mas a verdade é que aprender a cuidar do dinheiro é uma habilidade importante.
Afinal, quem nunca prometeu que iria economizar no início do mês e, de repente, estava acompanhando a conta bancária desaparecer em velocidade recorde?
Entender como administrar ganhos, controlar gastos e planejar objetivos faz toda a diferença para conquistar mais tranquilidade e liberdade.
Quando as finanças estão organizadas, a vida fica muito mais leve. Dormir sem se preocupar com boletos vencendo, conseguir fazer planos para o futuro e até guardar um dinheirinho para realizar sonhos traz uma sensação incrível de segurança.
Essa organização também faz toda a diferença no ambiente profissional. Quem não está preocupado o tempo todo com problemas financeiros consegue se concentrar melhor, produzir mais e aproveitar as oportunidades de crescimento.
Afinal, é muito mais fácil pensar em novos projetos, aprender coisas novas e se destacar no trabalho quando a mente não está ocupada fazendo cálculos desesperados para fechar as contas do mês.
Educação financeira não é sobre deixar de viver ou cortar toda diversão. É sobre fazer o dinheiro trabalhar a seu favor e não o contrário. Quanto mais cedo aprendemos a cuidar das nossas finanças, maiores são as chances de construir uma vida equilibrada, realizar objetivos e ter liberdade para fazer escolhas.

